segunda-feira, 23 de março de 2015

Crises de normalidade

Num ataque  histérico, um ato de nervos à flor da pele, tudo muda, tudo para, tudo se encaixa e com isso tudo desmorona.
Sim, eu tive, tenho ou o que me parece ainda estou tendo um.
Tentar acabar com ele? Não, muito obrigado.
Pensando bem , ele é meu estado de lucidez.
Minha loucura é o meu normal.
Nesses atos, só se escuta,
O que tu tens?
Qual teu problema?
Mal sabem e acreditam eles que não há problemas.
Tudo que foi despejado, jogado ao vento é necessariamente  e exclusivamente tudo aquilo que penso, tudo aquilo que desejo,é tudo aquilo que ficou remoendo, comendo, arranhando, machucando meu estômago, garganta, ouvidos e boca.
É nesses momentos de demência, que a voz fala mais alto, a vontade de ser aceita cai e a razão cala o sentimento, e grita
Mas grita tão alto quem nem eu mesma posso calá-lá
Ao contrário do que muitos pensam, não é confusão de sentimentos, e a realidade dos pensamentos.
Quem sabe, eu cansei de mimimi, eu cansei de entender, eu cansei de sentimentalismo barato, eu cansei de migalhas, eu cansei de canções, eu cansei de desculpas, eu cansei de ser a alma boa.
E não,
Eu não quero conselhos, não quero abraços, eu não quero pena
Eu quero atitude, eu quero ter voz, eu quero ser eu.
Desliguei o "Deixa pra lá"
E agora eu liguei o
"Foda-se"


Crises de normalidade

Num ataque  histérico, um ato de nervos à flor da pele, tudo muda, tudo para, tudo se encaixa e com isso tudo desmorona. Sim, eu tive, tenh...