
As vezes na viagem me deparo com becos, alguns são escuros e sombrios, causam medo só de olhar, outros são solitários e frios, alguns são fechados ao final por muros.
Outros são harmônicos com flores vibrantes, outros com crianças brincando.
E invariavelmente eu passo por todos, alguns leva mais tempo.
Nos belos paro para admirar e me divertir, nos solitários passo calmamente, aproveitando o tempo sem me preocupar com os outros, ali é só eu e o beco.
Nos sombrios, passo correndo!
Os mais complicados são os fechados por muros, a primeira coisa que acontece é achar que entrei num beco sem saída e que devo desistir.
É nesses que eu levo mais tempo. Paro junto ao muro, olho, reconheço e o admiro.
Me pergunto o que há além dele.
Quando há possibilidades subo no muro, olho para o outro lado, ali, eu passo mais algumas horas.
Alguns eu pulo para o outro lado, outros eu volto e arranjo outra rota.
Mas com tantos becos na minha vida, eu aprendi, você tem varias possibilidades, apenas por decidir não viver em cima do muro.
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