um sapo feio e gordo
que passa as noites a tentar cantar ao meu ouvido.
Seu coachar são ruídos nos meus pensamentos, mas seus olhos brilham na escuridão.
Nas noites de chuva ele fica parado a me observar talvez tentando pedir algo que não consigo entender.Durante as luas ele entra em meus sonhos na forma de um príncipe, mas ao amanhecer é nada além de um sapo verde.
Por mais que tento ver na luz do sol, só enxergo um sapo que nada se parece com o homem dos meus sonhos.
Num reflexo de meu medo, fecho minhas janelas para não mais ve-lô ou ouvi-lô,
Mas no fundo aguardo o sono e o príncipe que ele guarda em segredo.

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